Esse mês participamos da 15ª Assembleia UITP América Latina, que é um evento anual organizado pela União Internacional de Transporte Público. Esse ano o evento foi realizado na Argentina, com visitas técnicas em Buenos Aires e palestras em Rosário.

Ivo Pons, nosso sócio “hispanohablante”, foi nos representar por lá para levar os projetos que temos realizado por aqui e trazer novidades de mobilidade da América Latina.

Como foram muitas novidades, vamos dividir as histórias dessa viagem em 3 postagens. Essa é a parte 1 (em breve disponibilizaremos as partes 2 e 3).

No dia 04 de outubro, visitamos a Prefeitura de Buenos Aires que de cara já nos surpreendeu por parecer mais uma startup do que um órgão público. Essa gestão não só incorporou um modelo mais dinâmico no seu design de interiores, mas também nos procedimentos internos. Os dois principais projetos dessa nova fase são a transformação do centro da cidade em peatonal e a instalação dos BRTs em algumas das principais avenidas.

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Prefeitura de Buenos Aires com sua estrutura sem paredes e muitas cores. Lembra até o Mobilab.

O objetivo no centro da cidade é reservar as ruas apenas para pedestres. Então algumas ruas tiveram seu trânsito reduzido, algumas foram fechadas completamente para carros e algumas vias estruturais foram deixadas abertas para dar acesso por transporte público. Como uma cidade antiga, o centro de Buenos Aires vai voltar a ser cheio de alamedas.

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Ruas do centro de Buenos Aires e a redução do tráfego de carros.

A prefeitura também nos apresentou o Metrobus, sistema de BRTs de Buenos Aires. Com corredores exclusivos, áreas de ultrapassagem, redução do número de pontos de ônibus (antes era a cada 100m, hoje a cada 600m), eles conseguiram aumentar a velocidade dos ônibus em até 45%.

Mas o mais interessante desse projeto é como eles conseguiram envolver esforços prévios de conscientização junto à população, implantando de forma gradativa para que as pessoas entendessem os benefícios das mudanças.

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Corredor e parada do BRT.

No mesmo dia também visitamos a FATAP (Federação de Transporte de Passageiros por Automotores). Lá nós entendemos um pouco mais do sistema de cálculo de passagem dos ônibus de Buenos Aires. Eles utilizam o GPS do validador para contar os quilômetros percorridos, para então repassar o recurso de subsídio para as empresas de ônibus.

Isso faz com que tenham uma tarifa altamente subsidiada, chegando a um valor inferior a 50 centavos de dólar (o recorrente no mundo é ser cobrado por volta de 1 dólar). Como há subsídio para combustível, a contagem de quilômetros percorridos é importante para o repasse desse subsídio.

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Visita À FATAP.

 

Nós pudemos dividir essa viagem com a excelente companhia da Renata Veríssimo (EMTU), Olívia Aroucha e Fernando Caires (SPTRANS), equipe da UITP América Latina (Jurandir Fernandes, Eleonora Pazos, Bruna Santos e Fabiana Morelli) e a secretária de mobilidade urbana de Natal (Elequicina Santos).

Para acessar a parte 2 do relato da viagem, acesse aqui.

Um comentário em “Scipopulis na Argentina (parte 1)

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